Aprender a lidar com as mudanças físicas e emocionais representa um passo importante para uma gestação tranqüila. Uma boa dica é começar pelos cabelos.
Uma verdadeira revolução nos hormônios é responsável por uma série de mudanças físicas e emocionais durante a gravidez. Muitas mamães, durante o período de gestação, ganham alguns quilinhos a mais, aquelas indesejáveis estrias, manchas na pele e, para completar, queda de cabelo.
Claro que nada disso supera a alegria de dar à luz. A maneira de lidar com estas situações é que irá evitar problemas emocionais e possibilitar uma gravidez tranqüila e feliz.
Os cuidados com os cabelos representam um passo importante nesse sentido. Enquanto as outras alterações demoram alguns meses para aparecer, o cabelo já nas primeiras semanas pode mudar ou cair. Isso ocorre devido à falta de alguns nutrientes ou alterações hormonais como a queda do estrógeno, por exemplo. Esta mudança hormonal pode, ainda, escurecer os cabelos e causar manchas na pele. O efeito deste hormônio é diferente em cada gestante.
Em alguns casos, os cabelos ficam até mais bonitos, volumosos e brilhantes neste período, o que não significa que não irão cair.
Normalmente, as grávidas têm cabelos mais oleosos e suscetíveis à incidência de caspa. Uma visita ao dermatologista, que irá prescrever um xampu adequado, resolve rapidamente este problema. Aliás, se a queda dos fios for muito acentuada, a dica é a mesma: visite o dermatologista.
Outros fatores que podem causar a queda dos cabelos são o estresse e a depressão. Neste caso, a suplementação vitamínica e as atividades que visam o relaxamento, são fundamentais.
Confira outras situações e aprenda a preveni-las:
Cabelos mais quebradiços, opacos e sem vida
Os principais fatores são as deficiências nutricionais no período de gestação, as tensões em excesso e a ansiedade. Pentear os cabelos quando ainda estão molhados (principalmente debaixo do chuveiro) e utilizar escovas inadequadas deixa-os ainda mais frágeis.
Solução: Recomenda-se um xampu específico a cada tipo de cabelo, o uso de condicionador e cremes de pentear. Fazer hidratações e cortar as pontas dos fios irá fortalecê-los e recuperar o brilho. Pentes com dentes largos ou feitos de madeira evitam o atrito da quebra mas, para isso, é necessário pentear delicadamente os cabelos no sentido das pontas para à raiz.
As consultas médicas são fundamentais. É o médico que recomenda à paciente uma dieta balanceada, além dos suplementos e vitaminas que contribuirão para a saúde do cabelo e da mulher.
Aparecimento de pontas duplas
Tudo é uma questão de mudança do organismo. A parte inferior dos cabelos é sempre mais desgastada, até mesmo pelas influências ambientais. Devido à forma mais ondulada, é maior o aparecimento de pontas duplas em cabelos crespos, pois é mais difícil que a oleosidade natural chegue até as pontas, ficando retida no couro cabeludo. O uso inadequado da toalha, quando esfregada sobre as pontas do cabelo para secá-lo, agrava mais problema.
Solução: Os reparadores de pontas e os leave-in hidratam as pontas e deixam os cabelos mais bonitos e saudáveis. No momento de enxugar os cabelos, faça o movimento de bater levemente a toalha sobre os fios, com o auxílio das palmas das mãos.
Alterações na tipologia do cabelo
A revolução dos hormônios pode alterar a tipologia do cabelo fazendo, por exemplo, com que os cabelos normais passem a ser oleosos ou mistos. Isso é variável de mamãe para mamãe, dependendo ainda de vários fatores hormonais que serão explicados pelo médico ou dermatologista que acompanha a gravidez.
Solução:
Buscar orientações médicas e utilizar produtos indicados
para cada tipo de cabelo.
Ninguém duvida que as próteses de silicone são mesmo capazes de tornar os seios ainda mais atraentes e harmonizar a silhueta feminina. Delinear um novo perfil, fazendo-se o uso deste recurso, é considerada uma tarefa simples e até mesmo rotineira entre os cirurgiões plásticos brasileiros, sem praticamente nenhuma contra-indicação.
Todavia, não deixa de ser importante saber o que acontece com a prótese de silicone depois de cinco, dez anos de uso, ou até mais. Outro ponto de referência é descobrir como se comportam, hoje em dia, as próteses que foram implantadas em um grande número de mulheres uma década atrás, quando nem todas as inovações tecnológicas do silicone encontravam-se disponíveis. Aqui, especialistas do assunto esclarecem às principais dúvidas sobre o assunto.
1- Quais os principais
riscos das próteses de silicone?
Próteses de material inadequado ou mesmo de tamanho muito reduzido
(inferiores a 165ml) são passíveis de serem rejeitadas pelo
organismo e costumavam ser as principais causas dos problemas relacionados
ao implante. Durante a década de 70 e durante muito tempo, as
próteses eram fabricadas com silicone líquido e revestidas por
uma camada de silicone liso. Entretanto, esse tipo de prótese tende
a formar ao seu redor uma cápsula dura e dolorosa que, às vezes,
pode deformar as mamas, levando à necessidade de manobras freqüentes
e dolorosas, que nem sempre resultavam em êxito, explica o médico
carioca José de Gervais, titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica.
2- Que outros riscos oferecem
as próteses antigas, de silicone líquido?
De acordo com José de Gervais, além dessas próteses atuarem
de maneira instável dentro do corpo, durante muito tempo previa-se
sua colocação sob o músculo grande peitoral, visando
a prevenção do rompimento do invólucro e o extravazamento
do material. Conseqüentemente, essa técnica resultava num
efeito artificial. Os seios ficavam com o tamanho inferior ao esperado e não
havia garantias de uma não reincidência do endurecimento.
O ideal, para quem ainda usa uma prótese de silicone líquido,
as chamadas próteses lisas, é fazer a substituição
por outra, mais moderna.
3 Quais as vantagens
das próteses atuais?
Atualmente, as próteses utilizadas em implantes mamários são
fabricadas para permanecer dentro do corpo por longos períodos. Elas
são revestidas de poliuretano, material que consegue isolar eficientemente
a prótese e evitar a ocorrência de contratura ou a chamada retração.
Os riscos de extravasamento do silicone do interior da prótese
também foram eliminados, porque ele deixou de ser fluido para ser utilizado
na forma de gel, ressalta o cirurgião plástico carioca
Hernani Medina, especialista em próteses e medicina estética.
O silicone recebeu tratamento especial, fazendo aumentar a sua adesividade.
Em outras palavras, foi criado um sistema de atração de moléculas,
fazendo com que o material do implante se auto-atraia constantemente, fazendo
com que o gel se mantenha coeso em caso de rompimento acidental. Assim, as
moléculas de silicone tornam-se incapazes de se espalhar pelo organismo,
mantendo-se retidas no interior do elastômero (nome dado ao revestimento
externo).
4- Em que casos é
preciso realizar uma troca de prótese?
De acordo com o médico Hernani, mulheres que no passado receberam próteses
lisas podem ter sofrido algum tipo de contratura em graus diferenciados com
o passar do tempo, sendo necessário realizar a troca de prótese
ou a retirada definitiva das mesmas. O endurecimento das mamas por culpa
do encapsulamento é avaliado em quatro níveis, sendo que no
último deles, quando se verifica dor, deformação da mama
e fibrose acentuada, a retirada ou a troca da prótese é uma
exigência de saúde.
5- Próteses de
silicone, mesmo as mais modernas, podem provocar câncer de mama a longo
prazo?
De acordo com o cirurgião plástico paulistano Marco Flávio
Mastrandonakis, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
e do corpo clínico do hospital Albert Einstein, as próteses
de última geração estão totalmente isentas do
risco de provocar o câncer de mama. Ao contrário, estudos
recentes demonstraram que mulheres portadoras de próteses desenvolvem
anticorpos poderosos na região da mama, capazes de impedir a formação
e disseminação de células cancerígenas, uma vez
que a imunidade local torna-se ainda mais eficiente, explica. Além
disso, as mulheres que usam próteses ficam mais atentas às alterações
observadas nos seios.
6- Quais os cuidados básicos
que uma mulher deve ter com suas próteses?
O cirurgião Marco Flávio Mastrandonakis adverte que apesar da
segurança do implante há a necessidade de controle anual. O
teste de integridade das próteses é feito através de
ressonância magnética ou ultra-sonografia e o resultado é
absolutamente seguro. Do ponto de vista financeiro, é mais compensador
para a paciente gastar com exames uma vez ao ano, do que realizar uma troca
desnecessária de prótese antes do tempo, afirma o médico.
Finalmente, ele recomenda o uso de próteses de, no mínimo, 200
mililitros de silicone. Próteses acima deste tamanho dificilmente
serão rejeitadas pelo corpo da paciente, tornando os casos de contratura
muito mais difíceis.
7- Em que casos as próteses
atuais precisarão ser trocadas no futuro?
Graças aos avanços tecnológicos, os especialistas acreditam
que a troca da prótese, no futuro, se dará muito mais pela necessidade
de correção de flacidez da pele e a conseqüente queda na
posição dos seios do que por deformidades ou doenças
provocadas pela prótese em si. Teoricamente, uma prótese atual
pode ficar no corpo de uma mulher por mais de uma década, sem nenhum
problema. De acordo com o médico José de Gervais, em caso de
flacidez e perda da elasticidade da pele, pode ser necessária uma cirurgia
reparadora e o realinhamento das auréolas. Neste caso, porém,
a troca da prótese pode ou não ser efetuada, dependendo de seu
estado e o gosto da paciente. As mulheres mais maduras se beneficiam
de novas próteses, enquanto as mais jovens dificilmente sentirão
a necessidade de alterações antes de completar 10 anos de uso.
Qualquer tipo de pele
parece mais relaxada e bem tratada com uma pequena ajuda caseira que pode
ser feita nos fins de semana quem qualquer tempinho livre.
Enquanto os ingredientes estão agindo na pele, as células tem
tempo de absorver os princípios ativos que necessita de recompor sua
umidade natural, normalmente afetada por diversos fatores como poluição,
raios solares e resquícios de maquiagem deixados sobre ela. Ao mesmo
tempo, a película forma da pela máscara permite a absorção
intensa de substâncias relaxantes ou estimulantes.
Esse creme é particularmente adequado como base para as máscaras
faciais porque possui uma fórmula extremamente umectante. Além
disso, como não contém conservantes, é bem aceito inclusive
por peles sensíveis.
Antes de colocar mãos à obra, o laboratório de Pesquisa
e Desenvolvimento do grupo Beiersdorffaz alguns alertas:
A preparação das máscaras deve ser feita com materiais
limpos e secos; Todas as máscaras devem ser utilizadas no dia do preparo,
pois somente ingredientes frescos trazem bom efeito à pele; As máscaras
não devem ser ingeridas, portanto devem ficar fora do alcance de crianças;
Nenhum dos ingredientes deve ser aplicado sobre os olhos; A máscara
deve ser aplicada sobre a pele limpa e seca.
DST Doenças Sexualmente Transmitível
Todos nós devemos usar medidas preventivas pois estas doenças podem muitas vezes apresentar-se sem sintomas, podendo inclusive causar infertilidade. Conheça os tipos de DST e se proteja.
No Brasil anualmente milhares
de pessoas são afetadas pelas Doenças Sexualmente Transmissíveis(DST).
O impacto é grande, principalmente na mulher. Várias dessas
doenças não provocam sintomas ou eles se manifestam de forma
leve. Por isso, muitas vezes as infeções não são
detectadas rapidamente. Uma mulher infectada pode transmitir a doença
a seu parceiro e ao feto, se estiver grávida, ou ao recém-nascido.
Além disso, algumas destas infecções podem gerar câncer
, complicações graves na gravidez e/ou infertilidade.
Embora se conheçam mais de vinte tipos de DST, as produzidas por Chlamydia,
herpes, HPV, vírus da hepatite B e HIV atualmente são as principais
causas de infeção. Depois de serem diagnosticadas, a maioria
pode ser tratada eficazmente, sem riscos de complicações.
Como podemos evitar as DST
Uma das medidas preventivas mais eficazes para evitar as doenças sexualmente transmissíveis é o uso de preservativo. Além desse método de barreira, fundamental para evitar algumas infeções, como a hepatite B, existem vacinas efetivas e seguras.
1) HPV
A infecção
por HPV ou papilomavirus humano é a causa mais freqüente de doença
sexualmente transmissível de origem viral.
Existem vários tipos de HPV. Alguns causam lesões visíveis
nos genitais chamadas verrugas genitais, que são elevações
na pele na região da vulva, ao redor ou dentro da vagina ou ânus
e sobre o colo do útero. Podem ser planas ou volumosas, únicas
ou múltiplas e podem formar-se em grupos com o aspecto de couve-flor.
Costumam ser indolores, outras vezes causam coceira, dor ou sangramento.
Outros tipos de HPV produzem mudanças muito pequenas na pele ou nas
mucosas, verrugas microscópicas, que somente o médico pode encontrar
com a ajuda de instrumentos especiais.
Além disso, o HPV pode viver na pele da zona genital sem causar nenhum
tipo de lesão, quadro que chamado de infeção subclínica
por HPV.
O diagnóstico se faz habitualmente com o exame ginecológico
de rotina ou colposcopia. O exame Papanicolau pode servir como orientador.
Às vezes, são necessários exames especiais, entre eles
a biópsia(retirada de um pequeno fragmento de pele), para confirmar
a infeção. É muito importante ter um diagnóstico
preciso, visto que alguns tipos de HPV pouco freqüentes estão
associados a um risco maior de câncer de colo do útero. Felizmente,
essa situação pode ser controlada regularmente com um Papanicolau
e com um tratamento das lesões pré-cancerosas.
No entanto, uma vez eliminadas as áreas lesadas, o vírus costuma
permanecer no organismo e, por isso, as verrugas podem aparecer de novo. Portanto,
devem ser feitos controles periódicos.
2. Herpes genital
Os primeiros sintomas
são sensação de ardor ou queimadura nas pernas, nas coxas
ou na área genital, seguidos do aparecimento de vesículas (lesões
pequenas cheias de líquido) que se desenvolvem como úlceras
e por fim cicatrizam em um período de duas a três semanas.
Apesar de as feridas desaparecerem, o vírus permanece nas células
do corpo, o que significa que a doença pode aparecer de novo periodicamente.
A infeção é tratada com antivirais, como o aciclovir
ou o valaciclovir, que ajudam a controlar os sintomas rapidamente.
Às vezes (recorrências freqüentes, por exemplo) indica-se
um tratamento supressivo, que impede a manifestação da doença
enquanto o remédio é tomado.
Só existe a possibilidade de a mãe transmitir o vírus
ao recém-nascido se as lesões estiverem presentes no momento
do parto. Esse contágio pode ser evitado com um tratamento supressivo
nas últimas semanas da gravidez se a mulher tem antecedentes de herpes
genital.
3. Hepatite B
O vírus da hepatite
B é muito mais contagioso do que o HIV. Assim como esse último,
ele é transmitido por via sexual, por via sangüínea e de
mãe para filho.
Embora a infecção aguda não produza sintomas, ou apenas
alguns leves (cansaço, dores musculares ou nas articulações
e estado febril, entre outros), às vezes acarreta graves complicações,
como insuficiência hepática ou hepatite fulminante.
Estima-se que 90% das crianças com menos de um ano e 10% dos adultos
infectados com o vírus da hepatite B se transformarão em portadores
crônicos. Isso significa que eles terão mais possibilidades de
desenvolver formas crônicas de hepatite e, em alguns casos, cirroses
e câncer de fígado.
Embora existam terapias para essas formas crônicas, não há
tratamento específico para a infecção aguda. Mesmo assim,
a existência de uma vacina segura e efetiva a converte em uma doença
que pode ser prevenida. A vacina pode ser dada a recém-nascidos, crianças
e adultos, incluídas aí mulheres grávidas.
4. Infecção por Chlamydia
A infeção
por Chlamydia trachomatis é a doença de transmissão sexual
bacteriana mais freqüente. Afeta especialmente adolescentes e adultos
jovens de ambos os sexos.
Na mulher, a infecção começa no colo do útero
(cervicitis mucopurulenta) e não produz sintomas em 75% dos casos.
Nos 25% restantes, pode haver corrimento genital ou outros sintomas.
É fundamental diagnosticar e tratar precocemente a doença, já
que quatro em cada dez mulheres com infecção por Chlamydia não
tratada desenvolverá doença inflamatória pélvica
(infeção do útero, ovários e/ou trompas) com o
risco de sofrer infertilidade(não poder ter mais filhos), dor pélvica
crônica ou gravidez ectópica.
Com a alta percentagem de pacientes sem sintomas, e o elevado risco de haver
complicações na idade reprodutiva por falta de tratamento, é
aconselhável fazer um exame anual de toda a população
assintomática considerada de risco: adolescentes, mulheres com vários
parceiros sexuais ou que não utilizem preservativos durante todo o
ato sexual.
5. Outras doenças sexualmente transmissíveis
A quantidade de mulheres
e, em conseqüência, de crianças infectadas pelo HIV - vírus
que causa a Aids - tem aumentado muito. Os avanços no tratamento com
múltiplas drogas permitem melhorar a qualidade de vida, atrasar o aparecimento
de complicações e diminuir os riscos de transmissão do
vírus para o recém-nascido. No entanto, a prevenção
continua sendo a medida mais importante para combater essa infecção.
Por isso, recomenda-se que toda mulher grávida e todas as pessoas expostas
ao risco de contrair a infecção façam o teste de HIV.
Além disso, a sífilis, considerada por muitos uma doença
do passado, tem reaparecido nesta "era do HIV".
O maior perigo para a mulher é que, na maioria dos casos, a infecção
inicial passe despercebida por não produzir sintomas. Isso, ao longo
dos anos, pode tornar a doença séria ou transmitir a infecção
para o feto (sífilis congênita). Portanto, é necessário
que toda mulher grávida ou que corra o risco de adquirir uma DST faça
o teste de VDRL para detectar a sífilis o mais rápido possível
e evitar a sífilis congênita com o tratamento durante a gravidez.
Manter-se informada sobre as doenças sexualmente transmissíveis
permitirá uma consulta precoce ao médico para fazer um tratamento
adequado e evitar a transmissão para outras pessoas. É muito
importante conhecer as DST, tomar decisões responsáveis para
sua prevenção e contribuir assim para um projeto de vida saudável
Apesar de ser freqüente, a dor na hora do sexo não faz parte das principais queixas que chegam aos ginecologistas esse sintoma não costuma ser o motivo da consulta. Também não é comentado espontaneamente por uma questão de pudor ou por não parecer um sinal de doença para grande parte das pacientes. Mas o problema acaba transparecendo durante o interrogatório médico, por trás de outras reclamações, ou no exame clínico, quando o desconforto fica evidente.
Uma pesquisa nacional feita pelo ProSex Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo aponta que 21% das mulheres sexualmente ativas sentem dor durante a relação sexual. O nome dessa dor é dispareunia, um problema que pode ter inúmeras origens e que, por isso, nem sempre é fácil de se diagnosticar: a mulher pode ter cistos, tumores ou cicatrizes; mas o motivo às vezes é circunstancial, como uma irritação provocada por produtos químicos ou medicamentos. Segundo os especialistas, as causas mais comuns dessa disfunção sexual são as infecções pélvicas, a endometriose, as dificuldades de lubrificação e as questões de fundo psicológico. Confira como a dispareunia se manifesta em cada uma dessas situações:
INFECÇÕES PÉLVICAS
As doenças que
irritam a mucosa que reveste o interior da vagina podem provocar ardor, sensação
de queimação, coceira e dor. É o caso de algumas DSTs
(doenças sexualmente transmissíveis), como herpes, candidíase,
vaginose bacteriana, clamídia e gonorréia, e de infecções
das vias urinárias, como cistite.
TRATAMENTO: a vagina saudável normalmente tem uma mucosa rósea
e espessa. O médico vai investigar e tratar quando a mucosa estiver
muito fina e pálida ou, ao contrário, avermelhada, com aspecto
irritado, o que inevitavelmente causa dor. Aqui, o primeiro passo é
combater o foco da infecção e, em um segundo estágio,
recuperar as paredes vaginais com medicação adequada.
ENDOMETRIOSE
O endométrio é
uma mucosa que reveste o útero, um tecido fininho como o dos lábios.
Mensalmente, essa camada descama quando a mulher menstrua e, logo em seguida,
volta a se recompor, renovando todo o interior da cavidade uterina. A inflamação
dessas células é um problema comum uma das principais
causas de infertilidade feminina , e quase sempre acontece dentro do
próprio útero. Mas é possível que partes desse
tecido migrem para fora do útero e se fixem nos ovários, no
colo do útero ou na região das trompas, configurando a chamada
endometriose externa. Nesses pontos, que tendem a sangrar antes de cada ciclo
menstrual, ocorre um processo inflamatório. O local fica fibroso e
dolorido é por isso que a mulher com endometriose sente dor
quando o pênis entra em contato com as partes mais profundas da vagina.
TRATAMENTO: o procedimento varia, dependendo do grau (de 1 a 4) de endometriose
e do momento de vida da mulher. Se a paciente tem mais de 35 anos, já
tem filhos e está com endometriose nos ovários, muitos médicos
podem sugerir uma solução radical, como a retirada dos ovários
ou do útero.Em mulheres mais jovens, porém, os pontos afetados
pela endometriose podem ser cauterizados por meio de laparoscopia. Nesses
casos também é comum recorrer a remédios que inibem a
menstruação sem esse estímulo, os focos de endometriose
murcham, aliviando a dor. Trata-se de uma trégua temporária
só um intervalo , já que a doença não
tem cura e a única solução é a cirurgia.
TENSÃO
Ao contrair exageradamente
a musculatura do períneo -o osso que fica entre a vagina e o ânus-,
dificultando a entrada e a movimentação do pênis, a mulher
acaba propiciando um quadro típico de vaginismo, problema de fundo
emocional na maior parte dos casos. O bloqueio pode ser fruto de temores ligados
à idéia da penetração, e leva muitas pacientes
a desenvolver um tipo de tensão crônica. Em alguns casos, porém,
a tensão não é a principal culpada da história:
talvez seja só uma reação à dor que já
existe por causa de outros problemas. Por exemplo: uma inflamação
local pode tornar a relação sexual desagradável, fazendo
com que a mulher tensione a vagina num ato involuntário de defesa contra
a dor.
TRATAMENTO: as questões emocionais sempre têm forte influência
nos quadros de dispareunia, mesmo quando elas agem como um fator associado
e não como motivo principal da dor. Mas, quando a causa é 100%
emocional, é melhor substituir o ginecologista pelo psicólogo.
Com a ajuda desse profissional o problema ganha outra abordagem: com tempo
e uma compreensão mais ampla, a mulher pode superar seus medos e se
entregar ao ato físico com o relaxamento natural e necessário.
LUBRIFICAÇÃO
É o resultado direto
da excitação. Nessa fase, acontece um aumento da concentração
de sangue na vagina, o que estimula a secreção de muco através
das glândulas do colo cervical e da mucosa vaginal. Assim, se a mulher
não está suficientemente lubrificada, a relação
vai ser desconfortável. As causas desse problema variam: a mais comum
é a queda da produção hormonal, que acontece durante
a menopausa, fazendo com que a vagina perca elasticidade; mas a secura vaginal
também pode ter a ver com falta de libido, amamentação,
uso excessivo de absorventes internos ou, ainda, ser um efeito colateral de
medicamentos específicos.
TRATAMENTO: dependendo do caso, o médico pode recomendar o uso de lubrificantes
locais que facilitam o ato sexual. Às vezes, a solução
é a reposição hormonal (no caso da menopausa). E, em
outras situações, o ginecologista pode sugerir ajuda psicológica:
essa é a melhor indicação quando a falta de lubrificação
estiver ligada a problemas com a libido.
É possível
que a vagina seja curta em relação ao pênis, mas isso
é raro. Quando acontece, o contato sexual machuca a musculatura do
aparelho genital feminino. Ainda assim, o casal pode buscar posições
mais confortáveis, em que essa desproporção não
vai incomodar. Para a grande maioria das pessoas, porém, a anatomia
não atrapalha: a vagina é elástica e quando está
lubrificada se ajusta naturalmente, mesmo se o órgão masculino
for avantajado.
Cansaço, abatimento e falta de vontade de executar as tarefas do dia-a-dia. Estes são apenas alguns dos efeitos do estresse. Mas, além de prejudicar a saúde, o estresse tem reflexos na aparência, em especial no rosto.
O rosto é indicativo do nível de estresse de uma pessoa. Poucas horas de sono e um ritmo de vida intenso são fatores que geram olheiras e expressão cansada, explica o médico Mário Grinblat, dermatologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Nesses casos, existe a possibilidade do uso de produtos cosméticos para atenuar as marcas de expressão.
Mas as preocupações do dia-a-dia podem trazer conseqüências ainda mais graves. O estresse é capaz de alterar sensivelmente o sistema imunológico, dando espaço a diversos distúrbios, entre os quais estão as anomalias na pele. De acordo com Grinblat, os problemas de pele costumam se agravar e até surgir num quadro de estresse.
No rosto, o problema mais comum é o aparecimento da acne, e isso não é uma exclusividade dos adolescentes. Em situações mais graves, o estresse pode desencadear o surgimento de acne em adultos, afirma Grinblat, que alerta também para os problemas no cabelo e na pele do corpo. Alguns casos de queda de cabelo têm origem em fatores psicológicos, diz.
Por ser uma espécie
de termômetro psicológico, o rosto deve receber cuidados especiais.
O dermatologista adverte que "as pessoas devem procurar não só
um dermatologista, mas também um psicoterapeuta, no intuito de ajudar
na recuperação ou mesmo coibir esses problemas.
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