Gravidez

Aprender a lidar com as mudanças físicas e emocionais representa um passo importante para uma gestação tranqüila. Uma boa dica é começar pelos cabelos.

Uma verdadeira revolução nos hormônios é responsável por uma série de mudanças físicas e emocionais durante a gravidez. Muitas mamães, durante o período de gestação, ganham alguns quilinhos a mais, aquelas indesejáveis estrias, manchas na pele e, para completar, queda de cabelo.

Claro que nada disso supera a alegria de dar à luz. A maneira de lidar com estas situações é que irá evitar problemas emocionais e possibilitar uma gravidez tranqüila e feliz.

Os cuidados com os cabelos representam um passo importante nesse sentido. Enquanto as outras alterações demoram alguns meses para aparecer, o cabelo já nas primeiras semanas pode mudar ou cair. Isso ocorre devido à falta de alguns nutrientes ou alterações hormonais como a queda do estrógeno, por exemplo. Esta mudança hormonal pode, ainda, escurecer os cabelos e causar manchas na pele. O efeito deste hormônio é diferente em cada gestante.

Em alguns casos, os cabelos ficam até mais bonitos, volumosos e brilhantes neste período, o que não significa que não irão cair.

Normalmente, as grávidas têm cabelos mais oleosos e suscetíveis à incidência de caspa. Uma visita ao dermatologista, que irá prescrever um xampu adequado, resolve rapidamente este problema. Aliás, se a queda dos fios for muito acentuada, a dica é a mesma: visite o dermatologista.

Outros fatores que podem causar a queda dos cabelos são o estresse e a depressão. Neste caso, a suplementação vitamínica e as atividades que visam o relaxamento, são fundamentais.

Confira outras situações e aprenda a preveni-las:

Cabelos mais quebradiços, opacos e sem vida

Os principais fatores são as deficiências nutricionais no período de gestação, as tensões em excesso e a ansiedade. Pentear os cabelos quando ainda estão molhados (principalmente debaixo do chuveiro) e utilizar escovas inadequadas deixa-os ainda mais frágeis.

Solução: Recomenda-se um xampu específico a cada tipo de cabelo, o uso de condicionador e cremes de pentear. Fazer hidratações e cortar as pontas dos fios irá fortalecê-los e recuperar o brilho. Pentes com dentes largos ou feitos de madeira evitam o atrito da quebra mas, para isso, é necessário pentear delicadamente os cabelos no sentido das pontas para à raiz.

As consultas médicas são fundamentais. É o médico que recomenda à paciente uma dieta balanceada, além dos suplementos e vitaminas que contribuirão para a saúde do cabelo e da mulher.

Aparecimento de pontas duplas

Tudo é uma questão de mudança do organismo. A parte inferior dos cabelos é sempre mais desgastada, até mesmo pelas influências ambientais. Devido à forma mais ondulada, é maior o aparecimento de pontas duplas em cabelos crespos, pois é mais difícil que a oleosidade natural chegue até as pontas, ficando retida no couro cabeludo. O uso inadequado da toalha, quando esfregada sobre as pontas do cabelo para secá-lo, agrava mais problema.

Solução: Os reparadores de pontas e os leave-in hidratam as pontas e deixam os cabelos mais bonitos e saudáveis. No momento de enxugar os cabelos, faça o movimento de bater levemente a toalha sobre os fios, com o auxílio das palmas das mãos.

Alterações na tipologia do cabelo

A revolução dos hormônios pode alterar a tipologia do cabelo fazendo, por exemplo, com que os cabelos normais passem a ser oleosos ou mistos. Isso é variável de mamãe para mamãe, dependendo ainda de vários fatores hormonais que serão explicados pelo médico ou dermatologista que acompanha a gravidez.

Solução: Buscar orientações médicas e utilizar produtos indicados para cada tipo de cabelo.

10 Anos depois -Silicone

Ninguém duvida que as próteses de silicone são mesmo capazes de tornar os seios ainda mais atraentes e harmonizar a silhueta feminina. Delinear um novo perfil, fazendo-se o uso deste recurso, é considerada uma tarefa simples e até mesmo rotineira entre os cirurgiões plásticos brasileiros, sem praticamente nenhuma contra-indicação.

Todavia, não deixa de ser importante saber o que acontece com a prótese de silicone depois de cinco, dez anos de uso, ou até mais. Outro ponto de referência é descobrir como se comportam, hoje em dia, as próteses que foram implantadas em um grande número de mulheres uma década atrás, quando nem todas as inovações tecnológicas do silicone encontravam-se disponíveis. Aqui, especialistas do assunto esclarecem às principais dúvidas sobre o assunto.

1- Quais os principais riscos das próteses de silicone?
Próteses de material inadequado ou mesmo de tamanho muito reduzido (inferiores a 165ml) são passíveis de serem rejeitadas pelo organismo e costumavam ser as principais causas dos problemas relacionados ao implante. “Durante a década de 70 e durante muito tempo, as próteses eram fabricadas com silicone líquido e revestidas por uma camada de silicone liso. Entretanto, esse tipo de prótese tende a formar ao seu redor uma cápsula dura e dolorosa que, às vezes, pode deformar as mamas, levando à necessidade de manobras freqüentes e dolorosas, que nem sempre resultavam em êxito”, explica o médico carioca José de Gervais, titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

2- Que outros riscos oferecem as próteses antigas, de silicone líquido?
De acordo com José de Gervais, além dessas próteses atuarem de maneira instável dentro do corpo, durante muito tempo previa-se sua colocação sob o músculo grande peitoral, visando a prevenção do rompimento do invólucro e o extravazamento do material. “Conseqüentemente, essa técnica resultava num efeito artificial. Os seios ficavam com o tamanho inferior ao esperado e não havia garantias de uma não reincidência do endurecimento.” O ideal, para quem ainda usa uma prótese de silicone líquido, as chamadas próteses lisas, é fazer a substituição por outra, mais moderna.

3 – Quais as vantagens das próteses atuais?
Atualmente, as próteses utilizadas em implantes mamários são fabricadas para permanecer dentro do corpo por longos períodos. Elas são revestidas de poliuretano, material que consegue isolar eficientemente a prótese e evitar a ocorrência de contratura ou a chamada retração. “Os riscos de extravasamento do silicone do interior da prótese também foram eliminados, porque ele deixou de ser fluido para ser utilizado na forma de gel”, ressalta o cirurgião plástico carioca Hernani Medina, especialista em próteses e medicina estética. O silicone recebeu tratamento especial, fazendo aumentar a sua adesividade. Em outras palavras, foi criado um sistema de atração de moléculas, fazendo com que o material do implante se auto-atraia constantemente, fazendo com que o gel se mantenha coeso em caso de rompimento acidental. Assim, as moléculas de silicone tornam-se incapazes de se espalhar pelo organismo, mantendo-se retidas no interior do elastômero (nome dado ao revestimento externo).

4- Em que casos é preciso realizar uma troca de prótese?
De acordo com o médico Hernani, mulheres que no passado receberam próteses lisas podem ter sofrido algum tipo de contratura em graus diferenciados com o passar do tempo, sendo necessário realizar a troca de prótese ou a retirada definitiva das mesmas. “O endurecimento das mamas por culpa do encapsulamento é avaliado em quatro níveis, sendo que no último deles, quando se verifica dor, deformação da mama e fibrose acentuada, a retirada ou a troca da prótese é uma exigência de saúde.”

5- Próteses de silicone, mesmo as mais modernas, podem provocar câncer de mama a longo prazo?
De acordo com o cirurgião plástico paulistano Marco Flávio Mastrandonakis, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do corpo clínico do hospital Albert Einstein, as próteses de última geração estão totalmente isentas do risco de provocar o câncer de mama. “Ao contrário, estudos recentes demonstraram que mulheres portadoras de próteses desenvolvem anticorpos poderosos na região da mama, capazes de impedir a formação e disseminação de células cancerígenas, uma vez que a imunidade local torna-se ainda mais eficiente”, explica. “Além disso, as mulheres que usam próteses ficam mais atentas às alterações observadas nos seios.”

6- Quais os cuidados básicos que uma mulher deve ter com suas próteses?
O cirurgião Marco Flávio Mastrandonakis adverte que apesar da segurança do implante há a necessidade de controle anual. “O teste de integridade das próteses é feito através de ressonância magnética ou ultra-sonografia e o resultado é absolutamente seguro. Do ponto de vista financeiro, é mais compensador para a paciente gastar com exames uma vez ao ano, do que realizar uma troca desnecessária de prótese antes do tempo”, afirma o médico. Finalmente, ele recomenda o uso de próteses de, no mínimo, 200 mililitros de silicone. “Próteses acima deste tamanho dificilmente serão rejeitadas pelo corpo da paciente, tornando os casos de contratura muito mais difíceis.”

7- Em que casos as próteses atuais precisarão ser trocadas no futuro?
Graças aos avanços tecnológicos, os especialistas acreditam que a troca da prótese, no futuro, se dará muito mais pela necessidade de correção de flacidez da pele e a conseqüente queda na posição dos seios do que por deformidades ou doenças provocadas pela prótese em si. Teoricamente, uma prótese atual pode ficar no corpo de uma mulher por mais de uma década, sem nenhum problema. De acordo com o médico José de Gervais, em caso de flacidez e perda da elasticidade da pele, pode ser necessária uma cirurgia reparadora e o realinhamento das auréolas. Neste caso, porém, a troca da prótese pode ou não ser efetuada, dependendo de seu estado e o gosto da paciente. “As mulheres mais maduras se beneficiam de novas próteses, enquanto as mais jovens dificilmente sentirão a necessidade de alterações antes de completar 10 anos de uso.”

Máscaras Faciais

Qualquer tipo de pele parece mais relaxada e bem tratada com uma pequena ajuda caseira que pode ser feita nos fins de semana quem qualquer tempinho livre.
Enquanto os ingredientes estão agindo na pele, as células tem tempo de absorver os princípios ativos que necessita de recompor sua umidade natural, normalmente afetada por diversos fatores como poluição, raios solares e resquícios de maquiagem deixados sobre ela. Ao mesmo tempo, a película – forma da pela máscara permite a absorção intensa de substâncias relaxantes ou estimulantes.
Esse creme é particularmente adequado como base para as máscaras faciais porque possui uma fórmula extremamente umectante. Além disso, como não contém conservantes, é bem aceito inclusive por peles sensíveis.
Antes de colocar mãos à obra, o laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento do grupo Beiersdorffaz alguns alertas:
A preparação das máscaras deve ser feita com materiais limpos e secos; Todas as máscaras devem ser utilizadas no dia do preparo, pois somente ingredientes frescos trazem bom efeito à pele; As máscaras não devem ser ingeridas, portanto devem ficar fora do alcance de crianças; Nenhum dos ingredientes deve ser aplicado sobre os olhos; A máscara deve ser aplicada sobre a pele limpa e seca.

DST Doenças Sexualmente Transmitível

Todos nós devemos usar medidas preventivas pois estas doenças podem muitas vezes apresentar-se sem sintomas, podendo inclusive causar infertilidade. Conheça os tipos de DST e se proteja.

No Brasil anualmente milhares de pessoas são afetadas pelas Doenças Sexualmente Transmissíveis(DST). O impacto é grande, principalmente na mulher. Várias dessas doenças não provocam sintomas ou eles se manifestam de forma leve. Por isso, muitas vezes as infeções não são detectadas rapidamente. Uma mulher infectada pode transmitir a doença a seu parceiro e ao feto, se estiver grávida, ou ao recém-nascido. Além disso, algumas destas infecções podem gerar câncer , complicações graves na gravidez e/ou infertilidade.
Embora se conheçam mais de vinte tipos de DST, as produzidas por Chlamydia, herpes, HPV, vírus da hepatite B e HIV atualmente são as principais causas de infeção. Depois de serem diagnosticadas, a maioria pode ser tratada eficazmente, sem riscos de complicações.

Como podemos evitar as DST

Uma das medidas preventivas mais eficazes para evitar as doenças sexualmente transmissíveis é o uso de preservativo. Além desse método de barreira, fundamental para evitar algumas infeções, como a hepatite B, existem vacinas efetivas e seguras.

1) HPV

A infecção por HPV ou papilomavirus humano é a causa mais freqüente de doença sexualmente transmissível de origem viral.
Existem vários tipos de HPV. Alguns causam lesões visíveis nos genitais chamadas verrugas genitais, que são elevações na pele na região da vulva, ao redor ou dentro da vagina ou ânus e sobre o colo do útero. Podem ser planas ou volumosas, únicas ou múltiplas e podem formar-se em grupos com o aspecto de couve-flor. Costumam ser indolores, outras vezes causam coceira, dor ou sangramento.
Outros tipos de HPV produzem mudanças muito pequenas na pele ou nas mucosas, verrugas microscópicas, que somente o médico pode encontrar com a ajuda de instrumentos especiais.
Além disso, o HPV pode viver na pele da zona genital sem causar nenhum tipo de lesão, quadro que chamado de infeção subclínica por HPV.
O diagnóstico se faz habitualmente com o exame ginecológico de rotina ou colposcopia. O exame Papanicolau pode servir como orientador. Às vezes, são necessários exames especiais, entre eles a biópsia(retirada de um pequeno fragmento de pele), para confirmar a infeção. É muito importante ter um diagnóstico preciso, visto que alguns tipos de HPV pouco freqüentes estão associados a um risco maior de câncer de colo do útero. Felizmente, essa situação pode ser controlada regularmente com um Papanicolau e com um tratamento das lesões pré-cancerosas.
No entanto, uma vez eliminadas as áreas lesadas, o vírus costuma permanecer no organismo e, por isso, as verrugas podem aparecer de novo. Portanto, devem ser feitos controles periódicos.

2. Herpes genital

Os primeiros sintomas são sensação de ardor ou queimadura nas pernas, nas coxas ou na área genital, seguidos do aparecimento de vesículas (lesões pequenas cheias de líquido) que se desenvolvem como úlceras e por fim cicatrizam em um período de duas a três semanas.
Apesar de as feridas desaparecerem, o vírus permanece nas células do corpo, o que significa que a doença pode aparecer de novo periodicamente.
A infeção é tratada com antivirais, como o aciclovir ou o valaciclovir, que ajudam a controlar os sintomas rapidamente.
Às vezes (recorrências freqüentes, por exemplo) indica-se um tratamento supressivo, que impede a manifestação da doença enquanto o remédio é tomado.
Só existe a possibilidade de a mãe transmitir o vírus ao recém-nascido se as lesões estiverem presentes no momento do parto. Esse contágio pode ser evitado com um tratamento supressivo nas últimas semanas da gravidez se a mulher tem antecedentes de herpes genital.

3. Hepatite B

O vírus da hepatite B é muito mais contagioso do que o HIV. Assim como esse último, ele é transmitido por via sexual, por via sangüínea e de mãe para filho.
Embora a infecção aguda não produza sintomas, ou apenas alguns leves (cansaço, dores musculares ou nas articulações e estado febril, entre outros), às vezes acarreta graves complicações, como insuficiência hepática ou hepatite fulminante.
Estima-se que 90% das crianças com menos de um ano e 10% dos adultos infectados com o vírus da hepatite B se transformarão em portadores crônicos. Isso significa que eles terão mais possibilidades de desenvolver formas crônicas de hepatite e, em alguns casos, cirroses e câncer de fígado.
Embora existam terapias para essas formas crônicas, não há tratamento específico para a infecção aguda. Mesmo assim, a existência de uma vacina segura e efetiva a converte em uma doença que pode ser prevenida. A vacina pode ser dada a recém-nascidos, crianças e adultos, incluídas aí mulheres grávidas.

4. Infecção por Chlamydia

A infeção por Chlamydia trachomatis é a doença de transmissão sexual bacteriana mais freqüente. Afeta especialmente adolescentes e adultos jovens de ambos os sexos.
Na mulher, a infecção começa no colo do útero (cervicitis mucopurulenta) e não produz sintomas em 75% dos casos. Nos 25% restantes, pode haver corrimento genital ou outros sintomas.
É fundamental diagnosticar e tratar precocemente a doença, já que quatro em cada dez mulheres com infecção por Chlamydia não tratada desenvolverá doença inflamatória pélvica (infeção do útero, ovários e/ou trompas) com o risco de sofrer infertilidade(não poder ter mais filhos), dor pélvica crônica ou gravidez ectópica.
Com a alta percentagem de pacientes sem sintomas, e o elevado risco de haver complicações na idade reprodutiva por falta de tratamento, é aconselhável fazer um exame anual de toda a população assintomática considerada de risco: adolescentes, mulheres com vários parceiros sexuais ou que não utilizem preservativos durante todo o ato sexual.

5. Outras doenças sexualmente transmissíveis

A quantidade de mulheres e, em conseqüência, de crianças infectadas pelo HIV - vírus que causa a Aids - tem aumentado muito. Os avanços no tratamento com múltiplas drogas permitem melhorar a qualidade de vida, atrasar o aparecimento de complicações e diminuir os riscos de transmissão do vírus para o recém-nascido. No entanto, a prevenção continua sendo a medida mais importante para combater essa infecção.
Por isso, recomenda-se que toda mulher grávida e todas as pessoas expostas ao risco de contrair a infecção façam o teste de HIV.
Além disso, a sífilis, considerada por muitos uma doença do passado, tem reaparecido nesta "era do HIV".
O maior perigo para a mulher é que, na maioria dos casos, a infecção inicial passe despercebida por não produzir sintomas. Isso, ao longo dos anos, pode tornar a doença séria ou transmitir a infecção para o feto (sífilis congênita). Portanto, é necessário que toda mulher grávida ou que corra o risco de adquirir uma DST faça o teste de VDRL para detectar a sífilis o mais rápido possível e evitar a sífilis congênita com o tratamento durante a gravidez.
Manter-se informada sobre as doenças sexualmente transmissíveis permitirá uma consulta precoce ao médico para fazer um tratamento adequado e evitar a transmissão para outras pessoas. É muito importante conhecer as DST, tomar decisões responsáveis para sua prevenção e contribuir assim para um projeto de vida saudável

Dor e Prazer

Apesar de ser freqüente, a dor na hora do sexo não faz parte das principais queixas que chegam aos ginecologistas – esse sintoma não costuma ser o motivo da consulta. Também não é comentado espontaneamente por uma questão de pudor ou por não parecer um sinal de doença para grande parte das pacientes. Mas o problema acaba transparecendo durante o interrogatório médico, por trás de outras reclamações, ou no exame clínico, quando o desconforto fica evidente.

Uma pesquisa nacional feita pelo ProSex – Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo – aponta que 21% das mulheres sexualmente ativas sentem dor durante a relação sexual. O nome dessa dor é dispareunia, um problema que pode ter inúmeras origens e que, por isso, nem sempre é fácil de se diagnosticar: a mulher pode ter cistos, tumores ou cicatrizes; mas o motivo às vezes é circunstancial, como uma irritação provocada por produtos químicos ou medicamentos. Segundo os especialistas, as causas mais comuns dessa disfunção sexual são as infecções pélvicas, a endometriose, as dificuldades de lubrificação e as questões de fundo psicológico. Confira como a dispareunia se manifesta em cada uma dessas situações:

INFECÇÕES PÉLVICAS

As doenças que irritam a mucosa que reveste o interior da vagina podem provocar ardor, sensação de queimação, coceira e dor. É o caso de algumas DSTs (doenças sexualmente transmissíveis), como herpes, candidíase, vaginose bacteriana, clamídia e gonorréia, e de infecções das vias urinárias, como cistite.
TRATAMENTO: a vagina saudável normalmente tem uma mucosa rósea e espessa. O médico vai investigar e tratar quando a mucosa estiver muito fina e pálida ou, ao contrário, avermelhada, com aspecto irritado, o que inevitavelmente causa dor. Aqui, o primeiro passo é combater o foco da infecção e, em um segundo estágio, recuperar as paredes vaginais com medicação adequada.

ENDOMETRIOSE

O endométrio é uma mucosa que reveste o útero, um tecido fininho como o dos lábios. Mensalmente, essa camada descama quando a mulher menstrua e, logo em seguida, volta a se recompor, renovando todo o interior da cavidade uterina. A inflamação dessas células é um problema comum – uma das principais causas de infertilidade feminina –, e quase sempre acontece dentro do próprio útero. Mas é possível que partes desse tecido migrem para fora do útero e se fixem nos ovários, no colo do útero ou na região das trompas, configurando a chamada endometriose externa. Nesses pontos, que tendem a sangrar antes de cada ciclo menstrual, ocorre um processo inflamatório. O local fica fibroso e dolorido – é por isso que a mulher com endometriose sente dor quando o pênis entra em contato com as partes mais profundas da vagina.
TRATAMENTO: o procedimento varia, dependendo do grau (de 1 a 4) de endometriose e do momento de vida da mulher. Se a paciente tem mais de 35 anos, já tem filhos e está com endometriose nos ovários, muitos médicos podem sugerir uma solução radical, como a retirada dos ovários ou do útero.Em mulheres mais jovens, porém, os pontos afetados pela endometriose podem ser cauterizados por meio de laparoscopia. Nesses casos também é comum recorrer a remédios que inibem a menstruação – sem esse estímulo, os focos de endometriose murcham, aliviando a dor. Trata-se de uma trégua temporária – só um intervalo –, já que a doença não tem cura e a única solução é a cirurgia.

TENSÃO

Ao contrair exageradamente a musculatura do períneo -o osso que fica entre a vagina e o ânus-, dificultando a entrada e a movimentação do pênis, a mulher acaba propiciando um quadro típico de vaginismo, problema de fundo emocional na maior parte dos casos. O bloqueio pode ser fruto de temores ligados à idéia da penetração, e leva muitas pacientes a desenvolver um tipo de tensão crônica. Em alguns casos, porém, a tensão não é a principal culpada da história: talvez seja só uma reação à dor que já existe por causa de outros problemas. Por exemplo: uma inflamação local pode tornar a relação sexual desagradável, fazendo com que a mulher tensione a vagina num ato involuntário de defesa contra a dor.
TRATAMENTO: as questões emocionais sempre têm forte influência nos quadros de dispareunia, mesmo quando elas agem como um fator associado e não como motivo principal da dor. Mas, quando a causa é 100% emocional, é melhor substituir o ginecologista pelo psicólogo. Com a ajuda desse profissional o problema ganha outra abordagem: com tempo e uma compreensão mais ampla, a mulher pode superar seus medos e se entregar ao ato físico com o relaxamento natural e necessário.

LUBRIFICAÇÃO

É o resultado direto da excitação. Nessa fase, acontece um aumento da concentração de sangue na vagina, o que estimula a secreção de muco através das glândulas do colo cervical e da mucosa vaginal. Assim, se a mulher não está suficientemente lubrificada, a relação vai ser desconfortável. As causas desse problema variam: a mais comum é a queda da produção hormonal, que acontece durante a menopausa, fazendo com que a vagina perca elasticidade; mas a secura vaginal também pode ter a ver com falta de libido, amamentação, uso excessivo de absorventes internos ou, ainda, ser um efeito colateral de medicamentos específicos.
TRATAMENTO: dependendo do caso, o médico pode recomendar o uso de lubrificantes locais que facilitam o ato sexual. Às vezes, a solução é a reposição hormonal (no caso da menopausa). E, em outras situações, o ginecologista pode sugerir ajuda psicológica: essa é a melhor indicação quando a falta de lubrificação estiver ligada a problemas com a libido.

NADA A VER COM TAMANHO

É possível que a vagina seja curta em relação ao pênis, mas isso é raro. Quando acontece, o contato sexual machuca a musculatura do aparelho genital feminino. Ainda assim, o casal pode buscar posições mais confortáveis, em que essa desproporção não vai incomodar. Para a grande maioria das pessoas, porém, a anatomia não atrapalha: a vagina é elástica e quando está lubrificada se ajusta naturalmente, mesmo se o órgão masculino for avantajado.

Você está estressada ?

Cansaço, abatimento e falta de vontade de executar as tarefas do dia-a-dia. Estes são apenas alguns dos efeitos do estresse. Mas, além de prejudicar a saúde, o estresse tem reflexos na aparência, em especial no rosto.

O rosto é indicativo do nível de estresse de uma pessoa. “Poucas horas de sono e um ritmo de vida intenso são fatores que geram olheiras e expressão cansada”, explica o médico Mário Grinblat, dermatologista do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Nesses casos, existe a possibilidade do uso de produtos cosméticos para atenuar as marcas de expressão.

Mas as preocupações do dia-a-dia podem trazer conseqüências ainda mais graves. O estresse é capaz de alterar sensivelmente o sistema imunológico, dando espaço a diversos distúrbios, entre os quais estão as anomalias na pele. De acordo com Grinblat, “os problemas de pele costumam se agravar e até surgir num quadro de estresse”.

No rosto, o problema mais comum é o aparecimento da acne, e isso não é uma exclusividade dos adolescentes. “Em situações mais graves, o estresse pode desencadear o surgimento de acne em adultos”, afirma Grinblat, que alerta também para os problemas no cabelo e na pele do corpo. “Alguns casos de queda de cabelo têm origem em fatores psicológicos”, diz.

Por ser uma espécie de termômetro psicológico, o rosto deve receber cuidados especiais. O dermatologista adverte que "as pessoas devem procurar não só um dermatologista, mas também um psicoterapeuta, no intuito de ajudar na recuperação ou mesmo coibir esses problemas”.

 
 
 
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