Com o intuito de reduzir o número de casos de DST e Aids entre os jovens, o governo federal decidiu implantar em escolas um programa de distribuição de preservativos a adolescentes de 14 anos ou mais.
Um futuro melhor
A intenção do Governo Federal em distribuir preservativos a
adolescentes é extremamente válida e caso o índice de
iniciação sexual cresça com essa medida, é preferível
que seja de forma segura e que preserve a saúde e evite doenças
sexualmente transmissíveis além de evitar uma gravidez indesejada.
Numa matéria apurada pela reportagem da Folha e publicada no Caderno
Cotidiano registra o número exorbitante de mulheres que deram entrada
em hospitais para a geração de 'novas vidas' no ano passado.
A mesma reportagem revela ainda que os dados não param de crescer.
A maioria dos partos são de mulheres entre dez a dezenove anos, o que
mostra a total fragilidade dos programas de prevenção e informação
do país. Isso não é tudo, além de alterar todo
o esquema de vida para o futuro, 'jovens' mães acabam criando os seus
filhos sozinhas já que os pais não assumem suas devidas responsabilidades.
O Brasil, sem dúvida é um país que apresenta contrastes
preocupantes. Há muita desinformação com relação
à periculosidade causada pelas relações sexuais não
prevenidas. Podemos atribuir a explosão demográfica, a fome,
o desemprego e a violência à gravidez precoce. Uma noite de prazer
custa caro ao país. Regiões pobres como a Norte e Nordeste são
as mais prejudicadas e as que mais apresentam números altos de membros
nas famílias e as que vivem nas piores condições de vida
e sofrendo as mais variadas formas de necessidade. São também
vulneráveis a doenças.
Alertar a população sobre essa problemática é
um estímulo para a diminuição de atos impensados. Há
também a negligência de certas pessoas que possuem a informação
mas não a utilizam corretamente e isso retarda todo o procedimento
necessário para o combate do problema. A iniciativa do governo é
o primeiro passo para conscientizar a população dos perigos
causados pela desinformação e tentar através de seus
programas melhorar a vida das pessoas. Um futuro melhor depende do que fazemos
hoje.
Obs: não adianta também responsabilizar somente o governo pela iniciação (sexual) precoce de alguns jovens que resulta em negativas conseqüências. A falta de diálogo entre pais e filhos também é outro fator que contribui para esse retrocesso.
25/07/2003
As investidas dos Estados Unidos às petrolíferas terras iraquianas
mostram todo o poderio bélico dos americanos e revelam ao mundo a capacidade
de devastação de tais terras com o objetivo declarado de depor
o ditador iraquiano Saddam Hussein e o não-declarado de apoderar-se
dos poços de petróleo. O Brasil, por outro lado, enfrenta a
sua guerrilha urbana do dia-a-dia onde a violência não encontra
limites para poupar vidas.
A onda de violência é crescente no país todo, com amplo
destaque para o Estado do Rio de Janeiro, onde foi necessária a intervenção
do ministro da justiça para socorrer a governadora Rosinha Garotinho.
Foi preciso a presença das tropas do Exército nas ruas para
garantir a segurança da população. Enquanto houver bandidos
de todos os tipos soltos por aí nossas noites de sono estarão
escassas.
Outro problema iminente é a questão da fome. O programa 'Fome
Zero', lançado recentemente ainda mostra a sua fragilidade e defeitos.
Sou da opinião de que para combatermos a fome não basta apenas
alimentarmos as famílias em determinado espaço de tempo, temos
de usar o lema do pescador: "Se você pescar para mim, hoje eu como,
mas passarei fome amanhã; então me ensina a pescar para eu nunca
mais passar fome". A geração de empregos está diretamente
ligada a essa tese e não devemos tardar em cobrar isso do governo que
elegemos.
Para combater o índice crescente de desemprego, nosso presidente defendeu
em sua candidatura que combateria essa negativa criando novos programas. Mas
não devemos esperar que Lula resolva isso logo no primeiro ano de mandato,
nem no segundo e terceiro, cabe ao seu governo conter esse crescimento para
que aos poucos o nosso país possa reverter esse problema. Eu diria,
em tempos de regime militar, que a atual situação de desemprego
deve ser combatida de forma "segura, gradual e lenta", apesar da
necessidade da população.
Dias atrás, vi passeatas aqui em São Paulo em protesto à
guerra no Iraque, não contesto a ação solidária
dos manifestantes apenas acho que deveria haver protestos também por
motivos caseiros, ou seja, creio que estamos mais na posição
de aceitarmos uma mão amiga do que alçarmos solidariedade para
alguém.
Encerro minhas explanações convencido de que estamos enfrentando
uma guerra tão quanto abominável quanto ao conflito no Golfo
Pérsico. A única diferença é que já estamos
acostumados a presenciar essas maleficências e sofrer na carne a dura
realidade do apocalipse brasileiro.
"Paz: abrace essa idéia"
Desde
já afirmo que vivemos num grande país de pequenos métodos.
O eleitor exerce a maior responsabilidade de todas, pois é ele quem
define em apenas dois dias (às vezes em apenas um), o destino de suas
vidas que se seguirão pelos próximos quatro anos. Muitos dos
brasileiros, sem dotada capacidade de argumentar o motivo que o levou a votar
em seu candidato devido a falta de educação necessária
que o levasse a uma concepção relevante e coerente ao assunto
é o mesmo que repudia as ações desse candidato alguns
meses depois da posse. Usar subterfúgios como "votarei naquele
que está em último nas pesquisas" apenas refuta temporariamente
as conseqüências de seu ato. O voto é de suma importância
mas se todos pensarem como o citado acima, dificilmente alcançaremos
o que realmente procuramos: um país que atenda à todos os parâmetros
da sociedade. Não devemos desperdiçar o voto, direito esse que
nos fora concedido após muita repressão que desencadeou no fim
do regime militar e no sucesso das Diretas Já, com ampla participação
do povo que foram às ruas pedindo o fim do voto indireto numa luta
que foram necessárias muitas vidas serem sacrificadas para tal objetivo
ser alcançado. Outros afirmam que não há em quem votar,
por isso fazem pouco caso e optam por aquele que a "imagem" define
como "menos pior". Esses justificam que o quadro de candidatos está
capenga, no qual boa parte da sociedade está persuadida em esperar
os sofismas televisivos, aquele que obriga as emissoras abertas a dispensar
parte de sua programação para que os candidatos possam asseverar
seus mundos e fundos e perpetrar indiretamente algumas garfadas nos concorrentes
a fim de desestabiliza-los perante ao público.
O programa eleitoral serve (ou deveria servir) para os candidatos apresentarem
suas propostas e defender suas idéias que atendam aos interesses da
população. Mas não é isso o que vem ocorrendo
nos últimos dias, pois os candidatos preferem defender outros pontos
que fogem aos interesses da população: o de acusar seus concorrentes
de promessas não cumpridas, artigos de jornais e até trechos
de propagandas exibidas em eleições anteriores. Com isso perde-se
um tempo valioso, pois, não temos plena consciência em quem votar
e o que é pior: elegeremos o candidato da "incerteza". É
a época em que o país fica mais cheio de sujidades, panfletos
por toda a parte, muros e postes abrigando a legenda dos candidatos e aí
vem uma pergunta até que sugestiva: como os partidos financiam suas
campanhas milionárias? Em tempos de futebol (pentacampeão),
o brasileiro anda pisando na bola enquanto os cardeais definem o rumo do nosso
país. O diário do eleitor obriga apenas o brasileiro a votar,
depois o mesmo pode voltar a sua dispersiva partida de futebol, e que a sua
vida não seja decidida nos cartões....
Daniel Henrique Passos Gonçalves é webdesign e colunista do site VirtuaBairro.com.br possui vários trabalhos na internet, além de webdesign é corredor - maratonistas nas horas vagas. Mande um e-mail para ele: robinfinckgnr@yahoo.com.br