Bem vindo
ao distrito de Freguesia do Ó!
Este distrito situado na Zona Noroeste abrange os bairros Monteiro Soares,
Vila São Vicente, Vila Albertina, Ch cara do Ros rio, Vila Banc ria
Munhoz, Vila Júlio César, Nossa Sra do ó, Jardim Almanara,
Itaberaba, Parque M. Soares.
Distrito:
Freguesia do Ó
Estimativa Populacional em 2000: 133.614
Taxa anual de Crescimento: -1,39
Taxa anual de Natalidade: 20,01
Anualmente Migram para esse distrito: 1.206 pessoas
Estabelecimentos Comerciais
Total de Estab. Comerciais: 1.723
Na área de:
Agropecuária: -
Extração Mineral: -
Indústria: 360
Indus. Utilidade Pública: 2
Construção Civil: 54
Comércio: 690
Serviços: 617
Empregos
Média anual de Empregos no setor de:
Agropecuária: -
Extração Mineral: -
Indústria: 5.552
Indus. Utilidade Pública: 17
Construção Civil: 1.438
Comércio: 3.564
Serviços: 5.523
Ensino
Freqüência de estudantes em 1996: 134.117
Escolaridade com:
Menos de 1 ano de escola: 9.235
1º grau Incompleto: 62.541
1º grau Completo: 27.226
2º grau Completo: 26.188
3º grau Completo: 7.228
Anos de estudo não determinados: 1.699
Creches
Públicas: 3
Particulares: 3
Escola
de Educação Infantil:
Pública: 6
Particular: 30
Estabelecimentos
de Ensino Fundamental:
Estadual: 20
Municipal: 6
Particular: 27
Estabelecimentos
de Ensino Médio :
Estadual: 10
Municipal: -
Particular: 8
Moradia
Residências Particulares: 39.243
Residentes em Favelas: 3.979
Moradores de Rua: 19
Saúde
Hospitais: 1
Postos de Saúde: 5
Esperança
de vida
Homens: 65,2 em anos
Mulheres: 74,7 em anos
Taxa anual
de Mortalidade
Geral: 7,61
Infantil: 16,30
Óbitos anuais por:
Acidentes de Trânsito: 13
Homicídios: 50
Suicídios: 3
Outros (causas externas): 21
Aids: 25
Fonte: IBGE 1996-2000
As origens
da Lapa remontam aos primórdios do povoamento de São Paulo de
Piratininga. A primeira notícia sobre a região é de 1581,
quando os jesuítas receberam uma sesmaria junto ao Rio Emboaçava,
depois chamado Pinheiros.
Entre os imóveis da então denominada paragem do Emboaçava,
a partir dos meados do século XVIII destacou-se a "fazendinha
da Lapa", vizinha aos sítios da Água Branca, Mandi, Emboaçava
e Tabatinguá. Em 1743 os jesuítas deixaram a região.
Em 1765, toda a paragem de Emboaçava continha apenas 5 casas com 31
habitantes.
Em 1805, período de incremento da produção de cana de açúcar , todo o movimento de tropas da rota que ligava a Vila de Itú a São Paulo e litoral foi desviado em razão das péssimas condições da ponte sobre o Rio Pinheiros. Aproveitou-se, então, a comodidade da ponte do Sítio do Coronel Anastácio de Freitas Troncoso.
A qualidade do barro nas margens do Rio Tietê favoreceu em meados do século XIX o desenvolvimento de algumas olarias e o crescimento do povoado, reforçando a urbanização do bairro que começava a tornar-se industrial.
Na Segunda metade do século passado, São Paulo começou a viver o apogeu da economia cafeeira. Nessa época, o centro de produção de café transferia-se do Vale do Paraíba para a região de Campinas. Visando o escoamento do café para o mercado externo, foi fundada em 1860 a "Association of the São Paulo Railway Co. Ltda". Em 1867 foi inaugurada a estrada de ferro ligando Santos a Jundiaí, que passava por São Paulo, com algumas estações intermediárias. No lado oeste da cidade, a única estação implantada era a de Água Branca, local de cruzamento dos caminhos que ligavam a cidade à Freguesia do Ó, Pinheiros e Campinas. Pouco depois da inauguração, o trem também passou a fazer uma parada simples, próximo à ponte do sítio do Coronel Anastácio, para atender a população do então incipiente bairro da Lapa.
Neste
período, a Lapa começava a apresentar os elementos que a definiriam
como bairro urbano da cidade de São Paulo. As pequenas propriedades
rurais da região começaram a ser loteadas, atraindo a crescente
massa de imigrantes, principalmente italianos. Nesse processo foi aberto,
na década de 1880, o loteamento de Vila Romana, composto de lotes agrícolas
(chácaras).
No mesmo período foi lançado o loteamento do Grão Burgo
da lapa, compreendendo o já existente núcleo da "Lapa de
Baixo" e toda a atual região central do bairro. Data dessa época
também o loteamento de Vila Sofia, hoje confundido com Vila Romana,
composto por 808 lotes de características urbanas.
A ferrovia incentivou o surgimento das primeiras das primeiras indústrias da região, como a Vidraria Santa Marina e o Frigorífico Armour. Elas se beneficiaram da proximidade com o rio Tietê, multiplicando-se nas três década de 1930, as indústrias começaram a se expandir em direção a outras áreas, mais especificamente para a Vila Leopoldina (onde concentrou grandes indústrias, principalmente do ramo metalúrgico), Vila Hamburguesa e Anastácio.
Se num primeiro momento a ferrovia contribuiu para a implantação de indústrias na Lapa, nas décadas de 50 e 60, essa foi acelerada com a construção das marginais dos rios Pinheiros e Tietê e das rodovias.
Com a instalação das oficinas e da estação da S.P.R - São Paulo Railway, nos fins do século passado, a Lapa entrou no século XX como um verdadeiro bairro urbano da cidade de São Paulo. A "Lapa de Baixo" foi o local escolhido para fixar residência pelos funcionários transferidos, o que veio a incrementar o pequeno comércio local. Após 2 ou 3 anos da instalação das oficinas, foram surgindo algumas casas na Lapa; umas de aparência importante, de propriedade dos mestres das oficinas, escriturários categorizados, e outras, pequenas, de propriedade de maquinistas, chefes de trens e raras de operários.
Nas primeiras décadas deste século, a "Lapa de Baixo" passou a contar com uma melhor infra-estrutura urbana. Em 1915 estava pronta a rede de esgoto da Barra Funda, Água Branca e Lapa. Surgiram o comércio, as escolas, o bonde, a nova matriz, os cinemas, a imprensa e a iluminação pública. O Largo da lapa transformou-se no primeiro polo comercial do Bairro, servindo a outras regiões que se situavam ao longo da linha de trem.
Com a chegada dos bondes que vinham do centro até a rua Guaicurus, desenvolveu-se o comércio na "Lapa de Cima". Em 1908 fundou-se a Cooperativa dos Operários da Ferrovia na rua 12 de Outubro. Mas é na década de 20 que o comércio tomou impulso nas ruas Cincinato Ponponet, 12 de Outubro e adjacências.
A partir do final da I Grande Guerra, surgem novos loteamentos e o bairro passou a expandir seus limites: A Vila Anastácio, urbanizada em 1919, e a Vila Ipojuca, em 1921, passaram a ser ocupadas por imigrantes do leste europeu. A partir de 1920 a Cia City realizou os loteamentos do Alto da Lapa e Bela Aliança. A Vila Leopoldina foi retalhada em lotes urbanos em 1926. Desta forma estava definida a estrutura básica da Lapa atual.
Sendo polo urbano de ligação entre os bairros e municípios da Zona Oeste, a Lapa viu crescer um comércio que se tornou um dos mais importantes da cidade. A partir de 1943, com a inauguração da rodovia Anhanguera, o bairro sofreu grandes transformações, acelerando-se novamente o crescimento comercial. Em 1954 foi criado o Mercado Municipal no mesmo local onde se realizava a maior feira livre da capital. Em 1966 surgiu o CEASA - Atual CEAGESP - na Vila Leopoldina e , em 1968, foi inaugurado na Rua Catão o segundo Shopping Center do município.
Ao findar
a terceira década do presente século, São Paulo aparecia
como o maior centro industrial da América do Sul. Nesse período,
até 1950, a cidade expandiu-se em todas as direções,
mas foi para oeste e para o sul que tal expansão se verificou com mais
intensidade. Foi nessas regiões que se instalaram as mais importantes
e características áreas industriais.
No rumo oeste, a cidade ligou-se definitivamente à Lapa e mesmo a ultrapassou,
graças à ocupação da zona marginal, das vias férreas
e à radial Av. Água Branca - Rua Guaicurus, ao sul da qual,
já no espigão divisor Tietê - Pinheiros, vieram a surgir
bairros operários e de classe média.
O vertiginoso crescimento pelo qual passou o bairro da Lapa nestes últimos 50 anos proporcionou-lhe muitas melhorias, visto ser hoje um dos bairros mais bem servidos de infra-estrutura urbana. A implantação do Terminal Intermodal da Barra Funda deu ao bairro um novo impulso, trazendo junto consigo a implantação de equipamentos de abrangência metropolitana como, por exemplo, o Memorial da América Latina e a instalação de grandes Shopping Centers
Distrito:
Lapa
Estimativa Populacional em 2000: 56.151
Taxa anual de Crescimento: -2,19
Taxa anual de Natalidade: 13,11
Anualmente Migram para esse distrito: 619 pessoas
Estabelecimentos
Comerciais
Total de Estab. Comerciais: 4.434
Na área de:
Agropecuária: 7
Extração Mineral: 2
Indústria: 661
Indus. Utilidade Pública: 8
Construção Civil: 148
Comércio: 1.833
Serviços: 1.775
Empregos
Média anual de Empregos no setor de:
Agropecuária: 174
Extração Mineral: 11
Indústria: 21.821
Indus. Utilidade Pública: 218
Construção Civil: 3.612
Comércio: 13.561
Serviços: 24.705
Ensino
Freqüência de estudantes em 1996: 60.868
Escolaridade com:
Menos de 1 ano de escola: 5.796
1º grau Incompleto: 20.919
1º grau Completo: 9.607
2º grau Completo: 14.792
3º grau Completo: 9.325
Anos de estudo não determinados: 429
Creches
Públicas: 2
Particulares: 12
Escola
de Educação Infantil:
Pública: 6
Particular: 19
Estabelecimentos
de Ensino Fundamental:
Estadual: 9
Municipal: -
Particular: 11
Estabelecimentos
de Ensino Médio :
Estadual: 6
Municipal: -
Particular: 14
Moradia
Residências Particulares: 19.813
Residentes em Favelas: -
Moradores de Rua: 65
Saúde
Hospitais: 4
Postos de Saúde: 5
Esperança
de vida
Homens: 65,2 em anos
Mulheres: 74,7 em anos
Taxa anual
de Mortalidade
Geral: 10,68
Infantil: 11,34
Óbitos anuais por:
Acidentes de Trânsito: 7
Homicídios: 6
Suicídios: 5
Outros (causas externas): 8
Aids: 12
Fonte: IBGE 1996-2000
Este distrito situado na Zona Noroeste abrange os bairros Vila Pompéia,
Jardim Vera Cruz, Campoáda Escol stica, Jardim Dom José, Sumaré,
Bairro Urbanizadora.
Distrito: Perdizes
Estimativa Populacional em 2000: 99.178
Taxa anual de Crescimento: -0,95
Taxa anual de Natalidade: 11,01
Anualmente Migram para esse distrito: 1.479 pessoas
Estabelecimentos
Comerciais
Total de Estab. Comerciais: 3.975
Na área de:
Agropecuária: 7
Extração Mineral: -
Indústria: 335
Indus. Utilidade Pública: 4
Construção Civil: 148
Comércio: 1.153
Serviços: 2.328
Empregos
Média anual de Empregos no setor de:
Agropecuária: 17
Extração Mineral: -
Indústria: 3.284
Indus. Utilidade Pública: 7
Construção Civil: 4.326
Comércio: 6.547
Serviços: 28.547
Ensino
Freqüência de estudantes em 1996: 99.154
Escolaridade com:
Menos de 1 ano de escola: 14.732
1º grau Incompleto: 24.905
1º grau Completo: 12.882
2º grau Completo: 23.447
3º grau Completo: 20.984
Anos de estudo não determinados: 2.204
Creches
Públicas: 6
Particulares: 17
Escola
de Educação Infantil:
Pública: 1
Particular: 31
Estabelecimentos
de Ensino Fundamental:
Estadual: 4
Municipal: 1
Particular: 21
Estabelecimentos
de Ensino Médio :
Estadual: 3
Municipal: -
Particular: 12
Moradia
Residências Particulares: 34.077
Residentes em Favelas: -
Moradores de Rua: 47
Saúde
Hospitais: 2
Postos de Saúde: 2
Esperança
de vida
Homens: 65,2 em anos
Mulheres: 74,7 em anos
Taxa anual
de Mortalidade
Geral: 6,80
Infantil: 9,23
Óbitos anuais por:
Acidentes de Trânsito: 2
Homicídios: 9
Suicídios: 6
Outros (causas externas): 13
Aids: 9
Fonte: IBGE 1996-2000
Este distrito situado na Zona Sudoeste abrange os bairros Vila Nogueira, Jardim
Da Bandeiras, Vila Madalena, Jardim Paulistano, Jardim Europa.
Distrito:
Pinheiros
Estimativa Populacional em 2000: 61.377
Taxa anual de Crescimento: -2,43
Taxa anual de Natalidade: 11,42
Anualmente Migram para esse distrito: 1.235 pessoas
Estabelecimentos
Comerciais
Total de Estab. Comerciais: 7.852
Na área de:
Agropecuária: 39
Extração Mineral: 4
Indústria: 577
Indus. Utilidade Pública: 16
Construção Civil: 319
Comércio: 2.627
Serviços: 4.270
Empregos
Média anual de Empregos no setor de:
Agropecuária: 211
Extração Mineral: 91
Indústria: 9.408
Indus. Utilidade Pública: 1.794
Construção Civil: 13.516
Comércio: 18.392
Serviços: 51.143
Ensino
Freqüência de estudantes em 1996: 67.328
Escolaridade com:
Menos de 1 ano de escola: 12.100
1º grau Incompleto: 17.441
1º grau Completo: 8.403
2º grau Completo: 15.164
3º grau Completo: 13.597
Anos de estudo não determinados: 623
Creches
Públicas: 4
Particulares: 25
Escola
de Educação Infantil:
Pública: 2
Particular: 31
Estabelecimentos
de Ensino Fundamental:
Estadual: 4
Municipal: 1
Particular: 17
Estabelecimentos
de Ensino Médio :
Estadual: 4
Municipal: -
Particular: 18
Moradia
Residências Particulares: 24.044
Residentes em Favelas: -
Moradores de Rua: 202
Saúde
Hospitais: 1
Postos de Saúde: 2
Esperança
de vida
Homens: 65,2 em anos
Mulheres: 74,7 em anos
Taxa anual
de Mortalidade
Geral: 7,86
Infantil: 12,78
Óbitos anuais por:
Acidentes de Trânsito: 12
Homicídios: 6
Suicídios: 3
Outros (causas externas): 8
Aids: 14
Fonte: IBGE 1996-2000
O Bairro de Pirituba, como a maioria dos bairros paulistanos deve suas origens,
nos idos do século XIX, à existência de grandes fazendas
de café, sendo as três principais: a Fazenda Barreto, a Fazenda
do Brigadeiro Tobias e a Fazenda Jaraguá. Esta última conservada
em parte pelo Parque Estadual do Jaraguá.
A grande influência política dos fazendeiros e a grande importância
econômica do café levaram a DPR a construir uma estação
para receber os carregamentos de café que se destinavam ao porto de
Santos. A essa estação foi dado o nome de Pirituba, em razão
da grande quantidade de "Piri" (vegetação de brejo)
existente na baixada por onde passou a estrada de ferro. Daí a origem
do nome Pirituba que é resultado da justaposição de "Piri"
que significa taboa (vegetação de brejo) com o aumentativo "Tuba"
que, na língua tupi significa muito.
Com a deslocação do café para a zona da Paulista, deu-se
a decadência das fazendas.
A Fazenda Barreto com a morte do seu proprietário, em 1922, foi partilhada
entre seus herdeiros.Nesse ano, foi loteada uma partilha da Fazenda, que recebeu
o nome de Vila Pereira Barreto. Em 1926, foi loteada uma segunda partilha
que passou a se chamar Vila Barreto. Essas duas Vilas, somadas ao núcleo
inicial que se desenvolveu ao lado da estação, vieram a se constituir
no núcleo principal de desenvolvimento do bairro e no seu centro geo-econômico.
Posteriormente, outras partes da Fazenda Barreto foram loteadas dando lugar
à formação de novas Vilas: Vila Bonilha, Vila Zatt, Vila
Maria, Trindade, Jardim S. José, Vila Miriam e Vila Mirante.
A Fazenda do Brigadeiro Tobias foi adquirida em grande parte pelo Frigorífico
Armour do Brasil que as arrendou, antes da Segunda Guerra, a colonos japoneses
e, após esta, utilizou-as para a plantação de eucaliptos,
destinados ao consumo de suas caldeiras. Outra parte dessa Fazenda foi adquirida
pela SPR que, em 1935, dividiu-a parcialmente em lotes que vieram constituir
a Vila comercial e, na década de 50, loteou a outra parte que recebeu
a denominação de Chácara Inglesa. As terras pertencentes
ao Armour, parte na década de 50 e parte na década de 60, foram
vendidas, dando origem a novas vilas: Parque São Domingos, Jardim Felicidade,
Jardim Cidade Pirituba, Jardim Líbano e a zona industrial localizada
em continuação ao Jardim Felicidade, onde já existem
duas grandes indústrias em funcionamento e, recentemente, deu lugar
a mais uma Vila, o Jardim Iris.
Atualmente, foram loteados pela Cia. City, os terrenos da Cia. Armour, situados
à margem esquerda da Av. Raimundo Pereira de Magalhães e Bandeirantes
(SP - Campinas).
Dos terrenos da Fazenda Jaraguá, surgiram, inicialmente, alguns sítios
e chácaras, que posteriormente deram lugar a várias Vilas, sendo
o primeiro e mais importante núcleo a Vila Pirituba, região
atualmente em grande desenvolvimento. Tem em seu bairro a Sede da Administração
de Pirituba-Perus, Biblioteca e excelente Centro Educacional Municipal, dotado
de praça completa de esportes de grande valor para a recreação
e prática de esportes para os moradores do Bairro.
Como que num prolongamento do núcleo inicial, formado pela Vila Pirituba,
surgiram: Vila Clarice, Jardim Regina, Vila Santa Mônica que levaram
o bairro a ligar-se às encostas do Pico do Jaraguá, e em direção
à Via Anhanguera, desenvolveram-se, Vila Maria Eugênia, Vila
Boaçava, Vila Mangalot, esta última, a mais antiga de todas.
O desenvolvimento territorial do bairro foi, como dissemos anteriormente,
motivado pela grande demanda em compra e venda de terras para a construção
de casas próprias, na maioria por operários. A preferência
se dá pelas ótimas vias de transporte com que o bairro sempre
foi dotado, inicialmente pelos subúrbios da SPR, posteriormente, por
duas linhas de ônibus que ligavam à Lapa pelas duas vias principais
de acesso ao bairro, Estrada Velha de Campinas, hoje Av. Raimundo Pereira
de Magalhães e pela Estrada de Pirituba, hoje Av. Paula Ferreira, que
se liga à Ponte do Piqueri e a Freguesia do Ó.
Curiosidades
Casa da
Marquesa, uma belíssima construção em abandono, que é
um pedaço da História da região e do Estado
Quem passa na marginal do Tietê, próxima a ponte da Anhanguera,
com certeza se pergunta, a quem pertenceu aquele casarão abandonado
e depredado pela ação do tempo e de vândalos?
Quando a resposta é: á marquesa de Santos, todos ficam estupefatos.
Poucas pessoas sabem que aquele grande sobrado cinza, de belíssima
construção, localizado numa elevação do terreno,
em local de destaque, infelizmente, depredado e todo pichado, num completo
abandono, foi um dia sede da Fazenda Anastácio, formada no início
do século XIX. A Fazenda Anastácio teve como seu primeiro proprietário,
o Coronel Anastácio de Freitas Trancoso, membro do Governo Provisório
de São Paulo, em 1823. O Coronel Anastácio adquiriu muitas terras
na região e tomou outras, transformando-a em uma grande propriedade.
Em maio de 1856, a Fazenda Anastácio foi adquirida pelo Brigadeiro
Tobias de Aguiar e sua esposa, a Marquesa de Santos. Um documento da época
descreve a fazenda Anastácio como " um sítio na estrada
que vai a capital, distrito da Freguesia do Ó, nas margens do rio Tietê,
com casas térreas de morada de quatro lanços, cobertas de telhas,
edificadas em paredes de pilão, com terras lavradias, e campos de criar,
potreiros, currais". Com a morte do Brigadeiro Tobias, em 1857, a Marquesa
de Santos tornou-se a única proprietária, e manteve as terras
até morrer, em 1867.
O romance com dom Pedro 1º fez de Domitila de Castro Melo, a Marquesa
de Santos, uma das figuras mais polêmicas da história do Brasil.
Nascida em São Paulo, em 1797, Domitila se casou aos 15 anos com o
Alferes mineiro Felício Pinto Coelho de Mendonça. Teve três
filhos com Alferes Felício e inúmeras brigas. Um fato curioso
é que em uma dessas brigas, o Alferes Felício, por ciúmes
do relacionamento de Domitíla com um vizinho, esfaqueou sua coxa. Domitíla
teria conhecido D. Pedro I em 25 de agosto de 1822 e foi no mesmo ano, que
o pai de Domitíla, João de Castro, atendendo a um pedido do
imperador se transferiu com toda a família para a corte do Rio. Domitíla
teve o primeiro filho com D. Pedro I, uma menina chamada Isabel, dois dias
após ter recebido o divórcio de seu marido. Em 1825 foi nomeada
visconessa de Castro e um ano depois, tornou-se a marquesa de Santos, neste
mesmo ano, a marquesa teve seu segundo filho com D. Pedro I, um menino chamado
Pedro de Alcântara. Com a morte da imperatriz Leopoldina, em 1826, D
Pedro I, tentou procurar uma ascendência nobre na Marquesa, para que
pudesse a vir a se casar com ela, exigência da corte, entretanto nada
conseguiu. Naquela época, a Marquesa já havia enriquecido e
resolveu voltar para São Paulo. Conheceu o brigadeiro Rafael Tobias
de Aguiar, presidente da Província de São Paulo e, em 1842 se
casou com ele. Tiveram seis filhos. Além da Marquesa de Santos ter
sido a proprietária mais ilustre da Fazenda Anastácio, o local
apresenta outros dados interessantes, pois no início deste século
(1917), a fazenda foi vendida à Cia. Armour do Brasil e segundo documentos
foi um dos mais famosos centro de cavalos de corrida do país.
Da Fazenda Anastácio, um local que deve ter sido um verdadeiro espetáculo
da natureza, formaram-se os bairros de Parque São Domingos, City América,
Vila Fiat Lux. A parte onde está localizado o casarão foi vendida
em 1960 a uma empresa particular (Flora S/A). É lamentável que
patrimônios como este casarão fique esquecido, assim como tantos
outros. O Estado de São Paulo deveria tombar lugares, como este para
não deixar morrer a história de todo um povo, seus costumes
e culturas. A nossa história, pessoas que como eu fique encantada em
descobrir e imaginar como já foi o nosso estado, o nosso bairro, a
vida de nossos avós e nossos pais. Duro admitir que a culpa também
é nossa, pois pouco fazemos e poucos são aqueles que lutam para
preservar, entretanto, muitos jovens dizem que têm que derrubar tudo
e construir novo. Nem tudo deve ser derrubado, pois corremos o risco de ficarmos
sem memória.
Curiosas Lembranças da Av. Miguel de Castro
Avenida Miguel de Castro é a rua do Supermercado Zatão e fica
nos fundos do colégio Professor Alimpio de Barros. Para os antigos,
nunca vai deixar de ser a rua da lagoa, onde todos se encontravam para atividades
de pesca, nas brincadeiras ou até mesmo na hora de lavar a roupa. A
então Rua Nossa Senhora do Retiro, ainda tomada pela terra vermelha,
sempre teve grande movimento e muitas histórias, cujos personagens,
mesmo sem o asfalto, já transitavam em alta velocidade. Nessa mesma
rua, a moradora Rosa Maria de Freitas Zelenkoff, enterrou seus dois cães,
Toquinho e Violeta, que morreram atropelados. Ainda de manhã, ela tinha
ido comprar pães do outro lado da rua. Os dois vira-latas, ao seguirem
Rosa, não viram o carro que passava em alta velocidade. Durante seus
mais de 40 anos na rua, ela presenciou também outros dois trágicos
acidentes, o de sua sogra Niuba Sofia e o de sua filha Rosemary, quando esta
ainda era criança.
Mesmo com as tragédias, a rua sempre foi o aconchego de dona Rosa,
que já morou em dois endereços diferentes na via. Hoje, numa
pequenina casa no número 734, ela vive com quatro de seus 12 filhos,
uma neta, três netos e uma nora, além de dois cachorros da raça
pastor alemão.
Ela viveu a maior parte do seu tempo como dona de casa, o que não impediu
que vivesse intensamente o que a rua tinha para oferecer. A começar
pela antiga lagoa, onde hoje localiza-se o Parque Rodrigo de Gasperi. Com
seu marido, Constantino Zelenkoff, aprendeu a pescar e a jogar tarrafa.
Mas a pesca não era a única atividade no lago. Além das
muitas pessoas que nadavam nas águas amareladas, muitas donas-de- casa
iam lavar a roupa no local. "Quando lavava na hora, a roupa ficava branquinha,
mas quando colocava para 'quará' na grama, a peça ficava era
bege", relata.
A lagoa era algo presente na própria casa. O casal Zelenkoff trouxe
para seu poço dentro de casa um dos cascudos que pescaram na lagoa.
No poço, o peixe servia como filtro, comendo os "bichinhos"
da água. "Desde que a gente colocou o cascudo, nunca mais tivemos
problema com água.". Na época não havia água
potável e muito menos luz. A iluminação pública
era feita por meio de lampiões de querosene. Até nisso o poço
ajudava. Sem poder contar com o congelamento da geladeira, Zelenkoff costumava
colocar sua cervejinha para gelar nas águas do poço."Ele
amarrava um cordão na garrafa e pescava um cerveja geladinha",
lembra Rosa.
Seus filhos também foram criados na rua. Todos estudaram na Alímpio
de Barros. À tarde, e a diversão principal era o pomar que eles
tinham em casa. Mesmo com muitos se mudando, a casa de dona Rosa continua
bem movimentada e está diretamente relacionada a essa avenida de muitas
histórias.
O distrito de São Domingos era, nos anos de 1800, parte de uma fazenda do coronel Anastácio de Freitas Trancoso, dono de grande parte do que hoje é a zona oeste da capital paulista. No correr dos tempos a propriedade foi dividida em sítios portugueses que cultivavam flores verduras para abastecer o mercado central. Isso nos anos 1880.
Nas primeiras décadas do século 20 o Banco Novo Mundo comprou uma grande área e loteou. Os moradores eram operários das empresas que estavam de fixando na região. Pela Estrada do Anastácio levava-se o gado até o Frigorífico Armour, que ficava nas imediações. Foram tempos duros para os moradores - a energia elétrica, a água e o transporte coletivo representavam duras conquistas. Em 1970 eles tinham de andar até a Rodovia Anhangüera para conseguir um ônibus para o centro da cidade. Hoje, São Domingos pode ser considerado um bairro residencial de classes média e alta.
São Domingos Sávio nasceu em Riva de Chieri, Itália, no dia 2 de abril de 1842. Filho de ferreiro e de costureira, foi aluno de São João Bosco e um dos primeiros colaboradores na obra salesiana. Antes dos quinze anos, e com fé na Nossa Senhora e na Eucaristia, morreu em Mondônio, no dia 9 de março de 1857.
Dom Bosco conta a morte de Domingos Sávio comparando-o a um pássaro que voa para o céu. Estava doente na casa do Pai quando disse: "Pai chegou a hora" e morreu com as mãos cruzadas sobre o peito e sem fazer nenhum movimento.
Distrito:
São Domingos
Estimativa Populacional em 2000: 138.276
Taxa anual de Crescimento: 0,71
Taxa anual de Natalidade: 15,53
Anualmente Migram para esse distrito: 1.225 pessoas
Estabelecimentos
Comerciais
Total de Estab. Comerciais: 1.471
Na área de:
Agropecuária: 1
Extração Mineral: 1
Indústria: 381
Indus. Utilidade Pública: -
Construção Civil: 43
Comércio: 650
Serviços: 395
Empregos
Média anual de Empregos no setor de:
Agropecuária: 13
Extração Mineral: 5
Indústria: 5.182
Indus. Utilidade Pública: -
Construção Civil: 299
Comércio: 3.430
Serviços: 4.312
Ensino
Freqüência de estudantes em 1996: 136.209
Escolaridade com:
Menos de 1 ano de escola: 9.241
1º grau Incompleto: 65.317
1º grau Completo: 26.586
2º grau Completo: 26.587
3º grau Completo: 7.062
Anos de estudo não determinados: 1.416
Creches
Públicas: 7
Particulares: 2
Escola
de Educação Infantil:
Pública: 5
Particular: 9
Estabelecimentos
de Ensino Fundamental:
Estadual: 11
Municipal: 8
Particular: 6
Estabelecimentos
de Ensino Médio :
Estadual: 7
Municipal: -
Particular: 1
Moradia
Residências Particulares: 40.878
Residentes em Favelas: 1.956
Moradores de Rua: 10
Saúde
Hospitais: 2
Postos de Saúde: 4
Esperança
de vida
Homens: 65,2 em anos
Mulheres: 74,7 em anos
Taxa anual
de Mortalidade
Geral: 6,60
Infantil: 19,46
Óbitos anuais por:
Acidentes de Trânsito: 17
Homicídios: 39
Suicídios: 7
Outros (causas externas): 11
Aids: 20
Fonte: IBGE 1996-2000
Dados Cedidos Gentilmente pelo site www.spbr.com.br e IBGE